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Do diagnóstico ao cuidado: As fases e sintomas do Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas no mundo, impactando não apenas os pacientes, mas também suas famílias e cuidadores. Caracterizada pela perda progressiva de memória, dificuldades cognitivas e alterações comportamentais, essa doença exige atenção, cuidado e compreensão.

O que acontece no cérebro?

O Alzheimer ocorre quando proteínas do sistema nervoso central sofrem alterações, formando fragmentos tóxicos que se acumulam dentro e ao redor dos neurônios. Isso leva à morte progressiva dessas células, especialmente em áreas essenciais para a memória e o raciocínio, como o hipocampo e o córtex cerebral.

A causa exata da doença ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que fatores genéticos tenham um papel importante. O Alzheimer é a forma mais comum de demência em idosos, representando mais da metade dos casos dessa condição.

Como a doença evolui?

O Alzheimer se manifesta em diferentes estágios, evoluindo de forma gradual:

Estágio inicial: Pequenas falhas de memória, mudanças na personalidade e dificuldades visuais e espaciais.
Estágio moderado: Dificuldade para falar, executar tarefas simples e coordenar movimentos, além de episódios de agitação e insônia.
Estágio grave: Dependência progressiva para atividades diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e perda da mobilidade.
Estágio terminal: Restrição ao leito, mutismo, dificuldades para engolir e maior vulnerabilidade a infecções.

Principais fatores de risco

Embora o Alzheimer possa afetar qualquer pessoa, alguns fatores aumentam o risco de desenvolvê-lo:

Histórico familiar: Pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados têm mais chances de desenvolver a doença.
Baixo nível de escolaridade: Quanto menos estímulo cerebral ao longo da vida, menor a capacidade de criar conexões neurais que podem retardar os sintomas.
Pouca estimulação cognitiva: Atividades intelectuais, como leitura e aprendizado contínuo, ajudam a criar novas conexões cerebrais e podem adiar o aparecimento dos sintomas.

Sinais de alerta

Os primeiros sinais do Alzheimer costumam ser sutis e podem ser confundidos com o envelhecimento natural. No entanto, é importante buscar avaliação médica caso haja sintomas como:

🔹 Esquecimento frequente de eventos recentes.
🔹 Repetição da mesma pergunta diversas vezes.
🔹 Dificuldade em manter uma conversa ou acompanhar um raciocínio.
🔹 Problemas para se localizar em lugares conhecidos.
🔹 Mudanças de comportamento, como irritabilidade ou isolamento.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do Alzheimer é clínico e feito por exclusão, o que significa que outras condições que possam causar sintomas semelhantes precisam ser descartadas. Exames físicos, laboratoriais e avaliações neurológicas ajudam a confirmar a doença. Neurologistas, psiquiatras e geriatras são os especialistas indicados para esse processo.

Atualmente, não há cura para a doença, mas há formas de retardar sua progressão e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento envolve medicamentos para controle dos sintomas, além de suporte multidisciplinar com fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico.

O papel do cuidado e do acolhimento

O Alzheimer não afeta apenas quem recebe o diagnóstico, mas toda a rede de apoio ao seu redor. O cuidado deve ser integral e contínuo, garantindo segurança, conforto e estímulos que ajudem a preservar a autonomia do paciente pelo maior tempo possível.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito para pessoas com Alzheimer, incluindo suporte multidisciplinar e acesso a medicações.

Estímulo e qualidade de vida

Manter o cérebro ativo pode ajudar a retardar o avanço da doença. Algumas atividades recomendadas incluem:

Ler e escrever regularmente.
Resolver quebra-cabeças e jogos de lógica.
Ouvir e tocar música.
Praticar atividades físicas adaptadas à idade.
Manter interações sociais frequentes.

O Alzheimer é uma doença desafiadora, mas com acompanhamento adequado, informação e apoio, é possível proporcionar uma vida digna e confortável aos pacientes. Diagnóstico precoce, tratamento correto e um ambiente acolhedor fazem toda a diferença na jornada daqueles que enfrentam essa condição.

Se você convive com alguém que tem Alzheimer, lembre-se: paciência, carinho e compreensão são tão importantes quanto qualquer tratamento.

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